O país que precisa de novos italianos, mas dificulta o reconhecimento de quem já tem esse direito
A Itália vive um dos momentos mais delicados de sua história moderna.
Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (Istat), o país registrou em 2024 menos de 400 mil nascimentos, o número mais baixo desde a unificação italiana, em 1861.
A população italiana está envelhecendo rapidamente.
O número de idosos cresce, a força de trabalho diminui e muitas cidades pequenas enfrentam o risco de desaparecer.
Mesmo assim, o governo italiano segue criando barreiras e restrições para os descendentes que buscam o reconhecimento da cidadania iure sanguinis, um direito de sangue que poderia justamente ajudar a revitalizar o país.
Uma crise demográfica sem precedentes
De acordo com o relatório do Istat, a Itália perde cerca de 800 pessoas por dia.
O número de nascimentos não é suficiente nem para equilibrar o ritmo das mortes.
Em 2024, nasceram pouco mais de 379 mil crianças, enquanto morreram mais de 660 mil pessoas.
As causas são diversas: a instabilidade no mercado de trabalho, o envelhecimento populacional e a baixa taxa de natalidade entre jovens casais.
O resultado é um cenário alarmante, em que vilarejos inteiros estão sendo abandonados e regiões tradicionais da península se tornam silenciosas.
O governo tenta reverter a tendência com incentivos à natalidade, como auxílios financeiros e benefícios para famílias com filhos.
Mas, ao mesmo tempo, mantém bloqueadas as portas para milhões de descendentes de italianos que sonham em reconectar-se às suas origens.
“A Itália precisa de novos italianos, mas continua dificultando a vida de quem carrega o sangue italiano.
É uma contradição dolorosa para todos os descendentes que só querem exercer um direito legítimo”, afirma Carla Toscano, co-CEO da ROZZA CIDADANIA.
A incoerência das novas restrições
Enquanto o país luta para conter o declínio populacional, as mudanças legislativas recentes como o Decreto-Lei 36/2025 e o Projeto de Lei 2369 têm tornado o processo de reconhecimento da cidadania mais lento e burocrático.
Filhos e netos de italianos, especialmente os que vivem fora da Europa, enfrentam filas consulares que duram anos, além de novas exigências que restringem o acesso à cidadania.
“Precisam de novos cidadãos, mas dificultam justamente para quem nasceu com o sangue italiano.
Essa postura contradiz os princípios históricos e culturais da Itália”, reforça Marília Tretola, co-CEO da ROZZA CIDADANIA.
Enquanto isso, milhares de brasileiros, argentinos e descendentes ao redor do mundo continuam aguardando uma oportunidade para ter o seu reconhecimento validado, uma espera que, muitas vezes, ultrapassa décadas.

O país que recusa o futuro
A contradição é evidente: um país que sofre com a falta de nascimentos e o envelhecimento populacional recusa milhões de descendentes que poderiam contribuir para o seu futuro.
Muitos desses descendentes desejam não apenas o passaporte italiano, mas também a chance de trabalhar, investir e viver na Itália, ajudando a revitalizar pequenas comunidades e a manter viva a cultura italiana no mundo.
No entanto, o excesso de burocracia e a lentidão no reconhecimento da cidadania afastam exatamente quem poderia ajudar a reconstruir o país.
“A cidadania italiana não é um privilégio é um direito.
E negar esse direito é negar a própria história da Itália”, destaca Marília.
Veja também: O Processo Judicial Contra as Filas Esta Com os Dias Contados?
O momento de agir é agora
Apesar das restrições e das incertezas, há motivos para ter esperança.
Os processos judiciais continuam sendo uma via legítima, segura e respaldada para o reconhecimento da cidadania italiana.
Na ROZZA CIDADANIA, seguimos atuando com estratégias personalizadas, amparadas por um time jurídico italiano, para garantir que cada descendente possa exercer o seu direito com segurança e agilidade, mesmo em meio às mudanças.
Quem já tem a documentação pronta está um passo à frente.
Cada novo decreto e reforma reforça uma verdade: a cidadania italiana está se tornando mais restrita, e o tempo de agir é agora.
Conclusão
Enquanto a Itália enfrenta uma crise demográfica sem precedentes, milhões de descendentes espalhados pelo mundo seguem esperando uma oportunidade de reconectar-se às suas raízes.
O país precisa de novos italianos, mas é preciso que ele também reconheça aqueles que sempre foram parte de sua história.
Acreditamos que cada descendente é um elo vivo da Itália no mundo.
E é por isso que continuamos lutando, informando e orientando nossos clientes com um único propósito: transformar esse direito em realidade.
Ainda não deu entrada no seu processo de cidadania italiana?
Não espere que as portas se fechem.
Entre em contato e descubra como iniciar o seu reconhecimento com segurança e estratégia.

