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Supremo da Itália adia julgamento

que pode mudar o futuro da cidadania italiana por sangue

A Suprema Corte de Cassação da Itália adiou a audiência que seria realizada em 13 de janeiro de 2026, onde seriam julgadas questões fundamentais sobre a cidadania italiana por descendência (iure sanguinis).

A nova data deve ocorrer entre fevereiro e abril de 2026.

O adiamento foi decidido pelos magistrados das Sezioni Unite (Seções Unidas), o mais alto colegiado da Corte, que pediram mais tempo para analisar as complexas questões jurídicas envolvidas.

O julgamento é considerado histórico porque poderá definir, de forma definitiva, como serão interpretadas as recentes restrições trazidas pela Lei 74/2025 (conhecida como Decreto Tajani), e se essas mudanças poderão atingir processos já em andamento.

O que está em jogo

As Seções Unidas analisarão dois pontos principais:

  • Se a nova legislação pode ou não ser aplicada retroativamente, ou seja, se pode afetar processos de cidadania que já estão em andamento.

  • Se a antiga Lei 555 de 1912, que previa a perda automática da cidadania de menores quando os pais se naturalizavam estrangeiros, ainda é compatível com a Constituição Italiana de 1948, que garante o direito à nacionalidade e à identidade pessoal.

Essas decisões podem definir o futuro de milhares de ítalo-descendentes no mundo, especialmente no Brasil e na Argentina, onde há o maior número de processos judiciais de reconhecimento.

“Esse julgamento é mais do que uma questão burocrática.

É sobre preservar o direito legítimo de famílias que carregam o sangue italiano e lutam há gerações pelo reconhecimento de sua origem”, destaca Carla Toscano, co-CEO da ROZZA CIDADANIA.

Na prática, o julgamento poderá:

Evitar uma “desnacionalização em massa” de descendentes que têm o direito reconhecido por sangue.

Confirmar o direito de quem já iniciou o processo antes das novas leis;

Reforçar o princípio da irretroatividade, garantindo segurança jurídica aos requerentes;

O que fazer até lá

Enquanto a nova data não é definida, os processos seguem sendo protocolados normalmente.

Na ROZZA CIDADANIA, seguimos acompanhando cada movimentação jurídica e política da Itália, garantindo que nossos clientes possam agir com segurança e dentro da legalidade.

Quem se prepara agora estará em vantagem quando a decisão for publicada.

O tempo é essencial, e cada dia pode fazer diferença entre garantir ou perder o reconhecimento dentro das regras atuais”, alerta Carla.

O adiamento do julgamento da Suprema Corte não é um retrocesso, é um momento de reflexão e oportunidade.


Enquanto o tribunal decide o futuro da cidadania italiana iure sanguinis, a ação e o preparo continuam sendo os melhores aliados dos descendentes.

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